a) O São Paulo insiste em colocar de dois a três mascotes no campo. Mascote é um símbolo, é uma personagem, é uma entidade individual. Sim, é representado em camisas, em pôster na parede. Mas na Disney só tem um cara com a fantasia do Pateta porque só existe UM Pateta. Colocar três imbecis com fantasias iguais não faz sentido. Tira os cabeçudos de lá.

b) Aproveita e tira todas aquelas crianças também. Sim, sou ranzinza mesmo, e talvez ressentida por quase ter sido uma delas numa noite aí, mas não me deixaram entrar porque não estava com o uniforme completo. Foi algo assim, só sei que nunca pisei no campo e hoje acho um absurdo colocarem 30725 moleques em TODOS os jogos.

c) Por que diabos simplesmente TODOS os meninos lindos do meu estádio são corneteiros? Que fiz eu de errado? Não jogo lixo no chão, atravesso a rua na faixa de pedestre e sempre dou a minha garrafa de água pros pedintes. Custa me mandar um colírio que não me dê vontade de xingar?

d) Odeio quem pergunta se eu acredito no meu time e, depois que eu falo que sim, porque não vou pro estádio pra sofrer, eles retrucam a pérola: “eu também, mas estou analisando friamente”. Se futebol fosse só análise técnica, já teria morrido antes da construção do campo de Paranapiacaba.

e) André Plihal saiu de férias da ESPN Brasil? Não tinha ninguém mais pra colocar no lugar dele, tinha que ser o André Kfouri? Eu adoro o pai, mas argh, não agüento o filho como setorista do São Paulo.

f) Mauro César Pereira também é um estorvo.

g) Odeio, aliás, TODOS os papos sobre futebol. Nunca dá em nada gente. Na verdade, só queria ter um ingresso que magicamente passasse todo dia pela catraca, e uma casinha bem ao lado do Morumbi, pra ir, torcer, voltar pra cama e esperar o próximo jogo. É pedir muito?

h) Odeio ver jogo pela TV. Culpa dos comentaristas. Odeio todos eles. Menos quando é futebol europeu.

ps: tudo isso não chega aos pés da alegria de ver a bola balançar na rede (certa), daí que eu agüento as penas quase sempre quietinha.

Publicado originalmente no De Primeira

Não sou fã do Parreira. Com exceção da alegria que ele me deu, aos 12 anos, quando vi o Brasil ganhar o tetra de um telão em Houston, onde fazia um acampamento de ginástica olímpica na companhia de cinco brasileiras mais novas que eu e um monte de adolescentes americanas, para quem a palavra futebol descreve aquele jogo com bola oval que se pega com a mão, todas as outras lembranças que tenho com o nome dele estão envoltas em uma essência negativa: baldes de pipoca fria abandonas pela falta de apetite e roupas verde e amarelas enfiadas no fundo do armário por causa da decepção de perder a Copa.

Isso até essa semana, quando ele decidiu deixar a seleção sul-africana de futebol para voltar ao Brasil. O motivo, segundo a esposa, foi saudades de casa e da família.

Seguramente esta decisão afeta não só seus filhos biológicos, mas uma legião de africanos adotada por ele, entusiasmada com a Copa do Mundo de 2010 e esperançosa de que, sediando o Mundial, a seleção da África do Sul alcance, se não o título – já que sonhos são um dos principais combustíveis de qualquer povo acostumado com o vazio na barriga –, pelo menos resultados inéditos. Do tipo que eles contarão com orgulho às gerações futuras.

Esta frustração é justa e merece ser expressa. Mas não em forma de crítica ao motivo de Carlos Alberto Parreira. Afinal, ninguém consegue calcular o quanto a ausência de algo pode pesar antes que ela se revele.

A Poliana dentro de mim resiste em acreditar que alguém seja capaz de inventar o motivo “saudades” para esconder uma outra e verdadeira razão podre demais para os ouvidos do público. Tampouco creio que ele tomaria uma decisão dessas se o sentimento não estivesse afetando consideravelmente sua vida pessoal, o que acaba tendo impacto na profissional.

Se a equipe vem montando, desde 2006, uma base sólida que possa ser mantida por um próximo treinador, não é uma grande lástima o Parreira deixar a África do Sul. É claro que todo contrato, quando rescindido antes do prazo, causa empecilhos imprevistos (além das obrigações previstas no papel).

E compreensível é também que a turbulência afete jogadores, equipe técnica, torcedores e até a própria organização do evento, itens que provavelmente não escaparam das considerações do técnico antes de tomar a decisão. Eis mais um argumento para que eu admire a atitude do Parreira e a recomende, inclusive, como inspiração para todos os insatisfeitos e insatisfeitas do mundo. Guardadas as devidas proporções, é claro.

Estamos todos muito acostumados a agüentar uma série de infelicidades e sacrificar nossa qualidade de vida por causa do trabalho. Mas fazemos isso pelo dinheiro, o que me incita uma série de perguntas:

Se até quem precisa do salário é capaz de deixar um emprego em troca de um pouco de paz, por que uma pessoa como o técnico do tetra, com idade e recursos suficientes para não precisar ganhar o pão de cada dia, tem que ser rechaçado por escolher sofrer menos e viver mais?

É preciso haver briga interna, tapete puxado, corrupção e interesses escusos para justificarmos a admissão de que nossa vida simplesmente não nos está satisfazendo e, por isso, decidimos mudá-la?

Futebol é importante, movimenta a economia e afeta coletivamente as vidas de um sem-número de pessoas no mundo todo e, atualmente, com impacto ampliado na África. A felicidade individual não gera renda a terceiros e tem alcance extremamente reduzido à sociedade. Mas vale menos?

Se a Copa do Mundo fosse em julho desse ano, ou do ano que vem, eu até concordaria com quem acha que ele está pulando fora do barco sem consideração pelo destino dos demais remadores. Mas, se ele tomou essa decisão agora, é porque sabe que não conseguiria agüentar até 2010. Nesse caso, eu e a Poliana apoiamos totalmente a decisão.

Estava dentro do banco quando foi assaltada. Olhou para os dois lados, garantiu que ninguém a visse digitar a senha, segurou a mochila firmemente com a mão e na frente do corpo. Só não esperava que o golpe viria à distância. Pois foi por telefone que o garoto mais doce do mundo roubou o coração da garota mais precavida do mundo.

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A vida chegou assim: atrasada para a festa, com unhas pintadas de vermelho escuro amarronzado, olhos delineados de preto e cabelos escuros, lisos e semi-úmidos. A franja falsa caía pela testa branca em direção à orelha direita, de onde uma fina corrente dourada pendurava uma esfera roxa e luminosa. O brinco não chegava à altura dos ombros estreitos, que seguravam pescoço e rosto finos.

Tudo era “petit”: o queixo pontudo encaixava com a mandíbula finamente delineada, mas involuntariamente se pronunciava demasiado, de acordo com a ênfase ou surpresa da frase. A boca pequena de lábios levemente fartos se movimentava com desenvoltura e, quando repousava, me fazia pedir bis. Os olhos castanhos com brilho realçado pelo grosso traço preto que cobria o terreno onde nascem os cílios.

Só o nariz impedia que os jurados dessem uma nota dez unânime ao quesito harmonia. Não era grande, mas longo e com o típico calo que a Miss Brasil 2008 deve ter raspado depois de conquistar a coroa do Rio Grande do Sul antes do concurso nacional. Mas a vida teria ganhado fácil, se tivesse tempo e paciência para esse tipo de coisa fútil.

A descrição poderia ir longe. Braços finos, mas visivelmente fortes, blusa de manga cavada com decote perfeito para o torso magro e curvilíneo. No braço direito, a mesma marca de catapora que eu levo no meu, em lugar exatamente igual.

A vida não era perfeita. Mas estava viva. Tão intensamente que eu quase fiquei também, só por tabela. A vida me viciou.

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Se estavam envolvidos romanticamente eu não sei, mas os dois engravatados da mesa ao lado me deram inveja. Um de calça marrom e camisa azul clara. Grata marrom clara estampada, nariz fino, calvície avançada até o topo da cabeça e aliança na mão esquerda. O outro de calça azul marinho, camisa cinza chumbo, gravata grafita listrea, nariz largo, calvície em estágio intermediário e sem anéis.

- Peguei suco de manga, porque sei que você gosta – disse o último ao retornar da mesma de bebidas com dois copos de plástico nas mãos. – Não vem com açúcar, então coloquei quatro gotas de adoçante.

1. Você é homem ou mulher?
_ “One, two, three Marlenas”

2. Descreva-se:
_ “Sleepwalker”

3. O que as pessoas acham de você?
_ “She gone and dyed her hair red”

4. Como descreveria seu último relacionamento amoroso?
_ “Alone tonight in somebody’s bed”

5. Descreva sua atual relação com seu namorado ou pretendente:
_ “You’re so sweet you must taste just like sugar, and tangerine”

6. Onde queria estar agora?
_ “In this Invisible City, where no one sees nothing”

7. O que pensa a respeito do amor?
_ “Cheap lovers make expensive wives.”

8. Como é sua vida?
_ “Now I send back letters from the wasteland home, from where I slowdance to this romance on my own.”

9. O que pediria se pudesse ter apenas um desejo?
__ “I wish I felt nothing, then it might be easy for me like it is for you”

10. Escreva uma frase sábia:
_ “I’m doing better than I thought I would, but nothing’s ever as good as when you’re on top.”

Dear Andrew Barron,

Thank you. Today you made me finally get to the bottom of the Internet. Which is actually not a difficult place to find, because debates like the one you so cleverly rose are always an indication that the bottom of the Internet users are willing to live in stays right next to its top.

Think of it as the famous tip of the iceberg. The weather is certainly colder down underwater, and it may be harder to breathe unprepared. That’s why people usually choose to find a room above the water line.

They squeeze themselves in wherever they can, a very small amount of them manage to set at least one foot on any empty spot of ice they can find. Some accidentally slip and touch the icy water but are too afraid to hold their breath and dive head first. The majority of the herd, however, simply start piling up on the ones beneath them, forming a modern sort of Babel Tower of shallow shallow people.

I noticed Caitlin Hill was addressing you in some of her Twitter updates, but didn’t really get what she was talking about, or who Andrew Barron was. Finally she left your Twitter link and I was actually intrigued by your latest updates. What could you possibly be auctioning on eBay that was already worth over a thousand dollars to someone else?

So I tracked your updates and finally found out that the valuable item was… your Twitter account. You were bored, didn’t think you were living up to the noble objectives of Twitter, thought your updates weren’t really loyal to the question “What are you doing?” and decided to “stir things up”.

Good for you that people are so distracted by the amount of light their monitors penetrate their eyes with that pretty much anything is reason for a debate. Suddenly ethical issues about the limits of e-commerce were at the center of the discussion. People’s stomach actually threaten to give back this morning’s breakfast because of your enormously controversial/brilliant/original/unoriginal/insert-adjective-here idea.

On-line journalists – the sort of people in positions where they are required to find novelties even if they don’t exist – interviewed you and named their articles with very relevant and true to reality titles, such as “Friends for Sale”. Your 1,000+ followers, let’s be honest, are mostly not your friends. Your 1,000+ subscriptions, let’s be honest, are mostly not your friends. If you wanted to sell your friends, it would mean you would be without them in the end. Even selling your Facebook account wouldn’t live up to that title.

But a Facebook sale doesn’t interest anyone. On Twitter, however, one might want to snatch not your account, but your audience. You would dismiss the talent that brought you so many viewers in exchange for money. Someone would give up some cash and get an instant public for their products. Then sell the products and get that money back. Your talent? Well, who knows what you will do with it once the next boredom wave strikes.

Unfortunatelly (for the future of our entire race, I mean), this deal will only work because your audience only knows one aspect of commerce: someone sells, someone buys. And the tendency is to sell as much as possible, so you can work as little as possible. Earn your money by trading objects, not by applying knowledge and creating something new.

Even after you transformed them into merchandise it seems difficult for them to perceive what is really behind all of this: power.

You probably won’t get any, and maybe you didn’t even think about finding out how much you already had. Of course the crowd of “every day celebrities” such as yourself are powerful. You’re the link that was always missing between normal people and the iconic celebrities everyone are taught they should dream of becoming. On the tiny space Twitter earned on the tip of the Internet iceberg, you were able to get closer to the ground than 99% of the rest of us poor souls with two digit followers. And plenty of the people who follow you want to learn how to do that. Who wouldn’t try to buy their way into that fabulous world, as long as the cost-benefit ratio seems interesting?

Whoever wins your auction, should you follow through with your plan and give up the power you didn’t care about, plus the new one you’re not so sure how you feel about, but that inevitably came to you over the last few days via new followers, reporters and the vomit related blog posts, won’t get this kind of power. They’ll only get the one from the followers that decide to stick around when http://andrewbarron.twitter.com becomes http://moreofthesamebutnotexactlybutreallythesamecauseitmakesnodifferenceanyway.twitter.com.

I personally think those people are worth… zero dollars.

If you think about it, how many of your followers actually do follow all of your updates anyway? Half of the users I follow, for example, only show up on my Twitter homepage. And besides, why would your audience quietly accept having some new person they never chose to follow shoved down their throats?

Unless, of course, they are passive and satisfied simply by being a ridiculously small part of the latest amazing wowzer controversy on-line. Maybe this is the case of whoever started following you since Sunday, but really, Internet users are a lot deeper, more aware and interesting than that, come on now. They can even sense the irony in my last sentence!

I, for once, don’t really know what Rocketboom is. Perhaps I am missing out, but given the amount of information on-line today, you must agree that it’s really hard to be on top of everything, especially since most things won’t ever replace a good old fashioned book.

But, had I been following you, I’d be the first one to resort to the most powerful thing about trade, and yet the least known one: a boycott. I guess this won’t work on a massive aspect, seing as people are more interested in controversy than principles – after all, it does make you look cooler in parties.

However, I’d love it if you would keep track of – and later share with us – how many people decided to follow you AFTER the auction, and how many said goodbye to you since then. I guess if your new passtime of shooing your boredom with Twitter away would have one positive result, it would be this simple empirical analysis of the three basic categories of human beings: the few who love attention and need to feel part of a bigger thing; the many who are just there, being there, just, there; and the few who are free to do what they want, because their power doesn’t reside in what others thing of them.

Hey, turns out you did touch the water after all. Is it too cold to jump in?


Só isso sobrou da minha visita a Parapiacaba ano passado…

[youtube width="425" height="355"]http://www.youtube.com/watch?v=zm2wpiYcvLo[/youtube]

Publicado originalmente no De Primeira

O que sobrou da estréia de Cauê no Morumbi foram um punhado de biscoitos de polvilho, um pacote quase cheio de balas de goma, um copo com água pela metade e uma caixa de suco de morango esquecida em cima da cadeira azul de plástico que ele quase não ocupou durante os 80 minutos em que esteve lá.

A poucos dias de completar três anos de idade, seus grandes olhos esverdeados pouco se viraram para o verde do gramado. Mas, isso não vai impedir que, daqui a alguns anos, e para o resto da vida, Cauê
descreva os gols históricos do São Paulo em 6 de abril de 2008.

Balançaram a rede, em homenagem ao pequeno são-paulino no setor Premium do estádio, o Imperador Adriano, durante sua breve, porém marcante passagem pelo Tricolor paulista, Rogério Ceni – seu gol de
número 79 na partida de número 1.000 com a camisa do São Paulo – e Borges, depois de receber um passe incrível do novato Sérgio Mota.

Cauê provavelmente negará esse fato no futuro, mas a comemoração do primeiro gol foi emoção suficiente para sua primeira experiência futebolística. Depois de ensaiar o grito de gol durante boa parte do

primeiro tempo, respondeu à pergunta se havia visto o camisa 10 empurrar a bola além da meta com a cabeça com outra:

- Acabou?

Não, Cauê, ainda tinha muito mais. Quando o juiz marcou o pênalti no Borges, seu pai, até então um exemplo típico do torcedor são-paulino dos setores azuis do estádio, te pegou no colo e vibrou com o momento especial que dividiria contigo em instantes.

- Não acredito que no seu primeiro jogo vai ver um gol do Adriano e um do Rogério. Você é meu amuleto, filho!

Se a falta dentro da área foi obra sua eu não sei, mas agradeço, pois foi o meu primeiro gol do Ceni ao vivo também. Estendo a gratidão ao juiz, que voltou a cobrança alegando adiantamento do goleiro e deu mais uma chance para o goleiro-artilheiro nos impressionar.

Intervalo e hora do xixi. Cauê retorna à cadeira pronto para mostrar que o pai sonhou com esse dia desde 18 de abril de 2005, não sem sofrer para vê-lo sair do papel.

- Pra que time você torce, Cauê? – pergunto.
- Corinthians.
- Ele faz isso só para me irritar.

O pai explica e já abre o zíper do moleton azul marinho com detalhes em amarelo para mostrar a minúscula camisa tricolor oficial do filho. Culpa o marido da irmã da mãe de Cauê pela resposta programada do menino.

Pai solteiro, provavelmente penou para convencer a ex-mulher a deixar o herdeiro pisar no estádio. Gastou R$ 60 pelo ingresso num setor coberto e seguro e precisou engolir a maior parte das agressões verbais que pretendia dispensar a todo e qualquer jogador são-paulino que atuasse de maneira menos que perfeita. Além de todo o time corinthiano, como acontece com os corneteiros de plantão. Foi até repreendido pelo próprio filho na tentativa de reduzir, com palavras impublicáveis em blog tão classudo, um ansioso Sérgio Mota pré-primeiro gol.

- Não pode gritar, papai! – ensinou o futuro anti-corneta.

Mas, como com o time do filho dos outros não se brinca, eu entrei em defesa do pai corneteiro para redefinir a palavra Corinthians na mente de Cauê.

- Olha quanta gente veio aqui ver o São Paulo. É porque o São Paulo é bom, e o Corinthians é ruim.

- E o Palmeiras é feio, né? – retrucou. Não me deu trabalho algum, o pequeno se contenta em repetir máximas. Aproveitei e aumentei seu vocabulário em uma palavra: penta.

A paciência, porém, ele deve demorar a aprender. Passava dos 35 minutos do segundo tempo quando o pai se rendeu ao choro já longo do são-paulininho, pedindo para ir embora. Satisfeito com o bem sucedido primeiro encontro das duas partes mais importantes de sua vida, lançou um último olhar ao gramado, pegou Cauê no colo e deixou as guloseimas para trás.

“El dinero, en realidad, no puede cambiarte ni volver reales tus sueños, a no ser que sueñes sueños pequeños.” – Paco Sánchez

E quem pode culpá-lo? Se eu fosse outra pessoa, também não ia querer ficar comigo.