O Best Blogs Brazil é um concurso que pretende “reconhecer o trabalho de quem bloga no Brasil, selecionando os melhores em cada área que contribuíram para o crescimento da blogosfera como um todo e que no ano de 2008 forneceu conteúdo de boa qualidade, convidou à reflexão, emitiu opiniões, trouxe novidades, inovou, enfim, fez um bom trabalho neste ano”. Meu problema com essas aspas retiradas do site oficial do concurso (além do erro de concordância) é a distância dela para o que andamos vendo na prática.

Tem blog com cinco posts, blog que, depois do sexto post, ficou juntando poeira digital por meses até que abriram as indicações para o prêmio. Vou me ater apenas à categoria Turismo para exemplificar:

Dos 10 finalistas, oito tiveram apenas um voto. Na verdade, 19 blogs foram citados, 17 deles apenas pelos seus donos. Para definir os finalistas, foi feito um… sorteio.

Da parte estrutural do concurso, eu só tenho perguntas:

1) Quem organiza esse concurso hein? Pelo que consegui ver, o concurso é patrocinado pelo Campus Party. É lá que anunciarão os bests blogs do brazil. O BBB, além disso, tem patrocínio de hospedagem do site e, aparentemente, também trocou o serviço de desenvolvimento da página por um link. Também tem o apoio do Yahooposts. Por que o Yahooposts precisa apoiar o Best Blogs Brazil? Ou melhor, qualquer um pode apoiar, mas por que anunciar que o Yahooposts apóia na homepage do site? E de que apoio estamos falando quando vemos o logo de várias agências de publicidade abaixo do link para o Yposts? E se tanta gente legal está por trás desse concurso, por que ele está cheio de pontos sem nó?

2) Precisa escrever Brazil com Z? Aliás, publicitários do meu Brasil, vocês precisam mesmo continuar com essa firula de inventar nomes simplórios em idiomas simplórios para evitar qualquer desafio às mentes simplórias do seu público simplório? As próprias agências que apóiam o BBB têm nomes muito mais criativos. Tanto prêmio com nome legal por aí, e o fulano que inventou esse foi justamente copiar as siglas do programinha da Globo e aproveitar que o nosso país começa com B pra meter Best em tudo e, conseqüentemente, escrever a porcaria do nome em inglês.

3) Qual é o prêmio? E o que exatamente significa a votação dos palestrantes do Campus Party? O voto deles vai ser contado junto com o dos demais reles mortais? Vai valer o dobro, o triplo? Vai para uma votação separada? Aliás, os nossos votos não tinham que ter a ver com relevância, qualidade de conteúdo etc.? Ou só o dos “especialistas”? É pergunta demais? Tô me excedendo?

4) Por que há uma enxurrada de participantes que mal blogavam antes do concurso? Como vocês têm coragem de, depois do fracasso da etapa de indicações, colocar como “finalista” alguém que só recebeu o próprio voto?

5) Onde diabos estão as pegadas de vocês? Se esta é a segunda edição do BBB, cadê a do ano passado? Onde estão as fotos da premiação, os blogs vencedores, o resultado disso tudo? Pelo site que vocês criaram, parece que o BBB brotou do nada e está pronto para voltar para lá no fim de janeiro.

Pra levarem a logomarca de tantas agências especialistas em internet, mídias sociais, interatividade, me parece que existem lacunas demais nessa história toda. Ou então, pode ser que as aspas do início do meu texto estejam sobrando.

Ou quem sabe a tonta aqui seja eu, e tudo isso seja super jóia no Brazil.

Os cabelos dela e as sobrancelhas dele, mas o olhar só teve um dono até hoje. As palavras, porém, vêm gradualmente perdendo a liberdade para o subjetivo. Adornam a casualidade dos panos e a formalidade dos gestos. Aquece o toque das mãos lisas e magras mais do que o abraço em ângulo obtuso. Por trás, por dentro, do avesso, vultos do que poderia ser tudo. Poderá?

Ninguém precisa de tudo. Mas teima em querer: tempo e espaço, no passado, no presente e no futuro. Poderia fazer qualquer coisa para conseguir ambos, os três, os cinco, tudo. Pôde?

Eu não sei. Eu não me importo. Apenas me distraio com o que brota do olhar. Da minha invasão à propriedade privada nascem frutos agridoces mais parecidos com flores raras, programadas para desabrochar sem horário previsto, com objetivo milimetricamente planejado. Difícil perceber qual gosto dura mais: o doce ou o azedo.

Duas mentiras em um só texto. Sou devidamente culpada pela metade delas.

Sigamos o rumo sem caminho.

Uma breve lista de sonhos que eu tive desde que cheguei aqui.

- Algum jogo de futebol

- Minha irmã Renata estava aqui numa das aulas do Máster tendo um debate acalorado com a María José, a diretora do curso

- Sonhei que morava no Japão

- Deitada numa cadeira de praia, olhando para o mar

27/12/2008: Uma menina muito parecida com a Sarah Austin com um plano de fuga que incluía um parceiro confiável e esconderijos embaixo de carros surpreendente altos.

Ontem acabou há quase uma hora e só faltam umas seis para começar amanhã. Vivo nessa casa há apenas quatro “ontens”, mas ela parece ser minha desde que eu nasci. Provas físicas não faltam para explicar o fenômeno: a montanha de roupas em ordenadas pela gravidade em cima da cadeira, a cama semi-arrumada e os recortes de papéis, adesivos, logomarcas, recibos de supermercado e embalagens se amontoam por todas as superfícies disponíveis nesses cerca de oito metros quadrados completamente meus. Coisas que eu deveria jogar fora, mas estou guardando para colar no caderno de recordações de capa vermelha que comprei por menos de um euro.
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Desde que eu deixei de ser professora do jardim da infância, iniciei um processo de libertar os outros das minhas lições e ordens como lavar as mãos antes de comer, jogar o lixo no lugar certo e compartilhar o brinquedo com os amiguinhos. Quer dizer, o processo foi de me libertar da vontade de ordenar os outros, por mais que as ordens fossem coisas fundamentais e obrigatórias para a vida, como lavar as mãos antes de comer, jogar o lixo no lugar certo e compartilhar o brinquedo com os amiguinhos.

Portanto, esse conselho abaixo é totalmente facultativo, e regado de parênteses, porque faz parte do meu show.
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