dedos delgados pasean por el cuello despertando pelos
despacios. difíciles. ¿de qué sirven?
jugar en uno o otro extremo de la piscina da igual.
en el fondo, hay el riesgo de ahogarnos. en el raso, solo nos mojamos hasta las rodillas.
dedos delgados pasean por el cuello despertando pelos
despacios. difíciles. ¿de qué sirven?
jugar en uno o otro extremo de la piscina da igual.
en el fondo, hay el riesgo de ahogarnos. en el raso, solo nos mojamos hasta las rodillas.
Tenho por baixo uns 15 textos mais interessantes na mente, mas este precisa sair agora. Com pouquíssimo nexo, porque estou cansada, e muitos parênteses, porque é assim que eu gosto:
O bendito #followfriday é uma idéia ótima para ajudar as pessoas a descobrir outras pessoas no Twitter, e por isso não deveria acabar. Funciona bem na maior parte do tempo. As pessoas gastam uns minutos escolhendo cinco pessoas que realmente recomendariam. Algo parecido a recortar um texto de um colunista no jornal de papel e passar pro seu amigo ler porque você adorou, ou acha que tem tudo a ver com ele.
Mas, como limite é uma palavra que só existe de fato no campo lingüístico (e como também só nos preocupamos com o que está errado, e me incluo nessa lista, ou não estaria anarinando uma hashtag quando deveria estar dormindo), de repente aparece um novo hábito: recomendar quantas arrobas couberem em 140 toques, às vezes tirando os espaços entre as palavras e estragando a ponte que me levaria até o fulano que dizem que eu deveria conhecer. Querem acabar com o #followfriday. Um amigo me enviou, por DM, a previsão de que logo vai ter gente cobrando para te recomendar. Alguém duvida?
E por que é importante ser “followfrideiado”? A ponto de alguém (num futuro não muito distante, se é que já não chegou ao IP do vizinho) se dispor a pagar para isso?
Eu garanto que me sinto bem quando, numa sexta-feira, vejo na minha página de replies (sim, eu leio os tweets dos outros no twitter.com, estranho não?) a minha arrobazinha emprestada do Manuel Bandeira junto com outras quatro e a bendita hashtag. Não agradeço sempre porque eu sou meio tapada, atrasada, desorganizada, e há dez dias devo um agradecimento ao meu pai pelo e-mail que me enviou no meu aniversário. Mas agradeceria não porque me sinto “agradecida”. Agradeceria porque me sinto “lisonjeada”. Reparem na diferença.
“Poxa, fulana, legal que você gostou daquelas tranqueiras que eu publico como #pequenosprazeres!”
“Queria agradecer a todos os que me indicaram no #followfriday, esse prêmio significa muito pra mim, pois eu devo toda essa vida cheia de tweets gloriosos e bem sucedidos aos meus fãs! Vocês são a minha verdadeira inspiração! Amo todos vocês!”
Preciso ser mais clara?
Não estou anarinando quem recebe tantas recomendações que não tem como agradecer pessoalmente, mas ainda assim consegue ser mais educado do que eu e agradece a todo mundo de uma vez só. Quem se sente verdadeiramente lisonjeado por ter sido citado.
Mas anarino quem calcula o que diz e o que não diz pensando sempre em palavras como “relevância”, “popularidade”, “ranking” e essas bobagens todas.
Nem cito aqui quem recomenda só quem o/a recomendou.
Isso é desvirtuar a idéia. E me irrita quando alguém pega uma idéia boa e amassa com as mãos sujas, depois joga no chão, pisa em cima e guarda no bolso achando que está sendo muito esperto. Porque as indicações surgiram para que, num mar cada vez maior de arrobas, as pessoas possam contar com um apoio para encontrar arrobas que potencialmente lhe interessam. Se eu fosse buscar todas as 30 que vejo toda sexta-feira (isso porque eu perco muitas, por causa do fuso-horário), em poucas semanas eu seguiria metade do Twitter no meu Twitter. Ou seja, não seguiria ninguém.
Logo, a hipótese da suposta relevância de ter sua conta “selecionada” cairia por terra. O volume de informação “selecionada” acaba sendo menor que o da informação “geral”, mas ainda grande em demasia para efetivamente fazer com que a sua conta do Twitter ganhe destaque entre as outras milhões. É a mesma loteria de alguém te achar na “public timeline”. Ok, suas chances aumentam às sextas-feiras. Mas e daí? Por acaso o seu objetivo é ser um “guru das mídias sociais”? Se for, acho que você está lendo o blog errado. Entra aqui que ele te explica como faz direito.
Para não dizer que eu só detono e não faço crítica construtiva: a @anaestela, por exemplo, cria categorias de indicação e cita alguns nomes que se encaixam nela. Aí, se você gosta de futebol, ela tem sugestões boas. Claro, ele tem experiência no assunto, depois de alguns anos conduzindo o Novo em Folha, organizando e hierarquizando os argumentos sobre os mais diversos temas jornalísticos, como só um editor profissional sabe fazer. Isso sem contar que ela criou uma categoria para gente esquisita e me incluiu nela (eu não agradeci, mas fui me gabar para um amigo). Tem também o @jlori, professor de jornalismo digital de Navarra, que decide um tema por sexta-feira, e com certeza muitas outras pessoas que sabem dar o devido valor ao #followfriday. A maioria dos usuários, que não é profissional da comunicação e pode parecer minoria, por causa da distorção provocada pela “relevância”, indica quem lhe apetece. E é assim que deve ser. Mas cinco por semana, por favor, porque senão perde o sentido.
A vida é difícil e os problemas nunca aparecem como se espera.
Tem gente tentando defender o próprio voto.
Tem gente decidindo se casa ou termina o namoro.
Tem gente que nao tem todos os acentos necessários para escrever no seu idioma do jeito que desejaria.
A vida nao é fácil para ninguém.